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Asas nos pés

Qui, 28/06/2012 - 17:45
Nike

Quando Cristiano Ronaldo corre pelos relvados é como se tivesse asas nos pés. A baliza é a meta, o golo a ambição. Nada o trava no caminho até à vitória. E são já muitas as de que o português, avançado do Real Madrid, se pode orgulhar.

Golos, só ao serviço do clube madrileno treinado por outro português, José Mourinho, soma 300 – três centenas de disparos certeiros saídos do talento deste jovem de 27 anos, nascido na ilha da Madeira, tornado jogador nas hostes do Sporting Clube de Portugal e mundialmente reconhecido primeiro no Manchester United, agora no Real Madrid.

Internacionalizações é o que não falta ao CR7 – é assim conhecido porque, na Seleção Nacional, enverga a camisola nº 7: pela equipa das quinas foram já 80, palco para 32 golos marcados contra seleções de todo o mundo. Uma galeria de êxitos em que ainda não figuram os do Euro2012, nos estádios da Ucrânia e da Polónia.

E é de êxitos que fala a carreira deste jogador de apenas 27 anos que, aos 18, levou os britânicos adeptos do Manchester ao rubro, sob a batuta do consagrado Alex Ferguson. Deve-lhe muito – não se cansa Ronaldo de testemunhar, agradecendo a oportunidade, a educação mental e futebolística para enfrentar a pressão do futebol.

Foi no clube inglês que começou a grande viagem de Ronaldo até à consagração como Bota de Ouro 2011. Estava já no Real Madrid, treinado pelo special one, outro português. É o melhor treinador do mundo, o que é perfeito para Cristiano, que não esconde que se considera dos melhores e por isso gosta de trabalhar com os melhores. Afinal, Mourinho, por onde passou ganhou…

Cristiano RonaldoGanhar é a ambição do CR7. No clube espanhol sagrou-se o melhor avançado, num ano em que está no auge da sua forma física e da sua força mental. Estará no auge da carreira? O jogador prefere dizer que o auge é sempre o presente: a sua atitude é a de desfrutar do momento. Mas 2012 é, sem dúvida, um grande ano.

Um ano em que brilhou como talvez nunca tivesse sonhado quando dava os primeiros pontapés na bola na sua Madeira natal. E se Ronaldo sonha… Muito, de olhos abertos e de olhos fechados.

Cristiano Ronaldo não tem uma história de vida fácil. Aos 11 anos deixou a família em nome da paixão pelo futebol. Foi um sacrifício que valeu a pena. Tudo o que tem – é ele próprio que afirma – foi merecido. Trabalhou muito e teve sorte, mas a sorte não cai dos céus, procura-se. E ele conseguiu.

Hoje faz parte da história do futebol nacional e internacional. Disputa com o lendário Eusébio o título do futebolista português mais conhecido de sempre. É, sem dúvida, dos mais afamados e dos mais aclamados. Campeão nas redes sociais, com 42 milhões de fãs no Facebook, é dele que se fala. Nos jornais, nas revistas cor-de-rosa, na televisão. Pelos golos que marca, pelas declarações polémicas que profere, pelas excentricidades como o seu gosto por bólides, pelas namoradas que lhe são atribuídas ou conhecidas – a atual e assumida é a modelo russa Irina Shayk.

Há uma outra face de Ronaldo igualmente pública, uma exposição que aceita e que lhe agrada e muito – a de modelo publicitário. O seu nome vale milhões no mundo da comunicação e do marketing e a sua imagem é disputada pelas marcas mais prestigiadas. Em cada anúncio, procura transmitir sinceridade, sem esconder alguma ingenuidade. Mostra-se como é. E as pessoas gostam.

Mas o que fica verdadeiramente na memória são as suas brilhantes exibições nos relvados.